Rio de Janeiro cria reserva marinha de 3 mil hectares para proteger ecossistemas e pesca artesanal

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Marinha Urupirá ocupa cerca de 3 mil hectares na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo o governo estadual, a unidade busca conservar ecossistemas marinhos sem impedir a continuidade da pesca artesanal.

A área reúne ilhas, costões rochosos e ambientes usados por espécies marinhas para abrigo, alimentação e reprodução. A região também abriga animais ameaçados de extinção e espécies importantes para a atividade pesqueira.

A notícia foi publicada em 20 de outubro de 2026 e localiza a reserva entre Barra de Guaratiba e o Recreio dos Bandeirantes. A gestão prevista inclui pescadores da região e representantes do poder público e da sociedade civil.

reserva marinha Urupirá

O modelo proposto combina conservação ambiental e usos locais, com medidas de fiscalização e monitoramento, pesquisa científica e atividades de visitação. A iniciativa também busca proteger os recursos dos quais dependem as comunidades que vivem da pesca.

Conservação marinha e combate à pesca ilegal

Segundo o governo estadual, a reserva busca enfrentar a pesca ilegal e a captura predatória de espécies, práticas que ameaçam os recursos marinhos. A recuperação dos estoques de pescado está entre os objetivos associados à conservação da área.



O plano também prevê medidas contra o descarte irregular de resíduos e os impactos do turismo desordenado. Essas ações se somam à fiscalização e ao monitoramento ambiental previstos para acompanhar as condições dos ecossistemas.

A pesquisa científica e a educação ambiental fazem parte das iniciativas anunciadas para a reserva marinha Urupirá. Segundo o governo estadual, o uso sustentável dos recursos deve considerar a preservação dos ambientes importantes para a alimentação e a reprodução de espécies marinhas.

Participação dos pescadores e usos sustentáveis da reserva

Na gestão da unidade, o conselho deliberativo participará das discussões sobre a administração e as regras de uso do território. A proposta é levar em conta o conhecimento dos pescadores que dependem do mar para trabalhar.

A pesca artesanal tem relevância histórica, cultural e econômica para a região, e o modelo de gestão procura conciliá-la com a conservação dos ecossistemas. As medidas previstas devem considerar as necessidades das comunidades tradicionais ligadas à atividade.

O ecoturismo, a visitação pública e atividades esportivas poderão ocorrer se forem compatíveis com a conservação ambiental. As regras de uso da reserva devem orientar essas atividades para reduzir impactos e organizar a presença de visitantes, sem prejudicar o trabalho dos pescadores.

O nome Urupirá tem origem indígena e remete à expressão “cesto do peixe”, referência à relação histórica da região com a pesca artesanal. A denominação acompanha uma proposta que prevê usos do território associados tanto à proteção ambiental quanto às práticas locais.



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