Casal rompe silêncio sobre Pedro, do Flamengo: “Compra foi imoral”

A disputa pela reintegração de posse de uma casa no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, envolve o atacante Pedro, do Flamengo. Os antigos proprietários ajuizaram uma nova ação para tentar reassumir o imóvel.

O caso ganhou novo capítulo após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anular, em agosto de 2026, a execução extrajudicial que resultou na venda da residência. A decisão apontou a falta de notificação pessoal dos devedores.

O imóvel é ocupado por Pedro, que o adquiriu em leilão após a inadimplência do contrato com a Caixa Econômica Federal. A ação de reintegração tramita na 3ª Vara Cível da Barra da Tijuca.

reintegração de posse do imóvel de Pedro

Segundo nota apresentada pelos proprietários, a disputa inclui questionamentos sobre o financiamento, a venda da casa e a retirada de seus antigos moradores. Eles também relatam mudanças feitas na residência após a ocupação.

Decisão do STJ e questionamentos sobre o leilão do imóvel

Na nota apresentada pelos antigos proprietários, a inadimplência é relacionada ao contrato com a Caixa Econômica Federal. Eles afirmam que as prestações do financiamento pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), que deveriam diminuir, aumentaram ao longo do tempo.



Os proprietários dizem ter apresentado documentos e um laudo pericial para sustentar suas alegações sobre o financiamento. Segundo a nota, porém, a Justiça não reconheceu irregularidades da instituição financeira nesse ponto.

Após a anulação da execução, o casal passou a contestar supostas falhas relacionadas à venda da casa em leilão. A nova ação, conforme os antigos moradores, busca apresentar essas questões à Justiça.

Nova ação de reintegração e relatos dos antigos proprietários

Depois da decisão do Superior Tribunal de Justiça, os proprietários enviaram uma notificação extrajudicial pedindo a devolução da residência, mas afirmam que não receberam resposta. Em seguida, ajuizaram a reintegração de posse do imóvel de Pedro na 3ª Vara Cível da Barra da Tijuca, para tentar reassumir o bem.

Sobre a retirada dos antigos moradores, a nota relata que oficiais de Justiça, dois caminhões de mudança e o pai de Pedro foram ao local para acompanhar o despejo. Segundo o casal, a remoção começou sem aviso prévio por um suposto erro de digitação nas orientações aos oficiais e foi interrompida após contato com o advogado; a mudança ocorreu dias depois, dentro do novo prazo judicial.

Os proprietários também afirmam que não autorizaram alterações na residência, entre elas o corte de palmeiras e de uma buganvília rosa junto ao muro, além de mudanças estruturais. Eles sustentam que a casa havia sido entregue em perfeitas condições e, na nota, um dos proprietários declarou: “Eu só quero minha casa de volta”.



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