Os antigos proprietários de uma casa no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, contestam o leilão do imóvel atualmente ligado ao atacante Pedro, do Flamengo. O casal classifica a compra como “imoral” e afirma que a venda foi ilegal.
A disputa envolve a execução de um financiamento da Caixa Econômica Federal e teve novo capítulo após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O tribunal anulou a execução extrajudicial por considerar que os proprietários não foram pessoalmente notificados para quitar a dívida e evitar o leilão.
Segundo os antigos donos, Pedro era vizinho deles e já havia visitado a residência. A disputa pela casa foi noticiada em 22 de outubro de 2026.

Após notificar extrajudicialmente o jogador e não chegar a um acordo, o casal entrou com uma ação de reintegração de posse. Os ex-proprietários também relatam problemas na saída do imóvel e contestam alterações feitas na residência.
O que os antigos proprietários alegam sobre o leilão e a casa
Em relato sobre a disputa, a antiga proprietária afirmou ter descoberto que Pedro havia comprado o imóvel depois de obter um Registro Geral de Imóveis (RGI) para apresentar a um novo advogado. Ela disse ter ficado perplexa e chocada com a situação e alegou que o jogador soube do leilão antes dela.
O casal contesta a execução do financiamento da Caixa Econômica Federal e afirma que as parcelas, que deveriam diminuir por seguirem o Sistema de Amortização Constante (SAC), aumentaram ao longo do tempo. Os ex-proprietários dizem ter apresentado provas e laudos à Justiça e aberto novos processos para questionar o caso.
Sobre a saída da residência, a mulher relatou que oficiais de Justiça, dois caminhões de mudança, policiais e o pai de Pedro estiveram no local. Segundo ela, um erro de digitação teria orientado a retirada sem aviso prévio, mas a medida foi interrompida após contato com seu advogado; o casal afirma que se mudou dias depois, dentro de um novo prazo judicial.
Os antigos donos também reclamam de mudanças na casa de Pedro, entre elas o corte de palmeiras e de uma buganvília rosa que, segundo a mulher, acompanhavam a residência havia mais de dez anos. Eles alegam ainda que houve alterações estruturais sem autorização e afirmam que o imóvel permanece vazio desde a saída.
Decisão do STJ e ação para recuperar a posse do imóvel
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a execução extrajudicial do imóvel ao considerar que os proprietários não receberam pessoalmente a notificação para quitar a dívida e evitar o leilão. A decisão é o fundamento judicial citado pelo casal para contestar a venda da residência.
Após a decisão, os ex-proprietários notificaram Pedro extrajudicialmente e, como não houve acordo, ajuizaram uma ação de reintegração de posse. O processo busca a retomada da residência, cuja venda eles consideram ilegal.
Em nota, o casal afirma que a casa está vazia desde que deixou o imóvel e entende que essa condição permitiria uma eventual devolução da posse. A disputa judicial permanece relacionada à contestação do leilão e aos pedidos apresentados pelos antigos proprietários.


