Jacarés no Rio: flagrantes no Recreio e mordida em Santa Cruz

Jacarés foram vistos em ruas do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, em 5 de novembro de 2026. Algumas pessoas se aproximaram de um animal de grande porte e tocaram nele; ninguém ficou ferido.

Moradores relataram que aquele teria sido o quarto jacaré visto no bairro naquele dia, incluindo um registro na Avenida Gilka Machado. A suspeita é que as fortes chuvas e a elevação do nível da água tenham facilitado a saída dos animais de seus locais habituais.

Em Santa Cruz, na Zona Oeste, um homem foi mordido em 1º de novembro de 2026, ao tentar capturar um jacaré com uma corda. Ele foi levado ao Hospital Municipal Pedro II e recebeu alta após atendimento.

jacarés no Rio

O biólogo Ricardo Freitas Filho, do Instituto Jacaré, alertou para os riscos de tentar capturar ou tocar nesses animais. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC) informou que a Patrulha Ambiental resgatou o jacaré de Santa Cruz e o devolveu ao habitat natural.

Avistamentos de jacarés no Recreio após as chuvas

Moradores relataram que os jacarés no Rio têm sido vistos com frequência em canais, rios e ruas após fortes chuvas. Os relatos apontam que os animais aparecem tanto em áreas próximas à água quanto em vias dos bairros.



Imagens feitas no Recreio mostram pessoas se aproximando do réptil de grande porte e mexendo em seu rabo. A gravação registra a interação com o animal na calçada, além do contato já relatado por moradores.

O período também coincide com a reprodução dos jacarés-de-papo-amarelo, segundo o biólogo Ricardo Freitas Filho, do Instituto Jacaré. Ele relacionou a presença dos animais em áreas habitadas também ao avanço da ocupação urbana.

Mordida em Santa Cruz e orientação para evitar contato com jacarés

O vídeo do caso de Santa Cruz mostra o jacaré em uma rua residencial, com crianças de bicicleta e cachorros nas proximidades. Quando um homem tentou prendê-lo pelo pescoço com uma corda, o animal reagiu e o mordeu.

Ricardo Freitas Filho explicou que jacarés são fortes e podem reagir para se defender, mesmo sem a intenção de atacar pessoas. Segundo o biólogo, as dimensões do animal envolvido poderiam ter causado ferimentos mais graves, como a mutilação de um dedo ou parte da mão.

O especialista orientou que moradores não tentem capturar nem tocar no réptil e mantenham o animal sob observação a distância até a chegada de uma equipe capacitada. A captura e o manejo de animais silvestres, de acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), devem ficar a cargo de equipes autorizadas.

A SMAC informou que uma tentativa inadequada pode colocar pessoas em risco e causar estresse, ferimentos ou até a morte do animal. Em casos de animais silvestres em perigo ou que ofereçam risco, a prefeitura orienta acionar a Patrulha Ambiental pela Central 1746.



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