RJ cria unidade de conservação para preservar ecossistemas marinhos e comunidades pesqueiras

Em 17 de outubro de 2026, o Governo do Estado do Rio de Janeiro criou a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá. Segundo o governo estadual, a unidade busca proteger ecossistemas marinhos e costeiros.

Localizada na Zona Oeste da capital, a reserva abrange a área entre a Ilhota do Frade, em Barra de Guaratiba, e a Pedra do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes. O território reúne ambientes marinhos, ilhas e costões rochosos.

A criação envolve comunidades pesqueiras tradicionais que mantêm relação histórica com a região. A unidade também tem entre seus objetivos assegurar a continuidade da pesca artesanal e do turismo sustentável.

Reserva Urupirá

Integrante do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), a RDS combina proteção ambiental e uso sustentável dos recursos naturais. A notícia aborda os objetivos da reserva e a participação das comunidades em sua gestão.

Área protegida reúne ecossistemas e busca conservar recursos pesqueiros

Com 3 mil hectares, a Reserva Urupirá reúne ambientes marinhos, ilhas e costões rochosos que oferecem áreas de alimentação, reprodução, crescimento e abrigo para diferentes espécies. Entre elas estão espécies ameaçadas de extinção e outras de interesse pesqueiro.

A unidade busca contribuir para a conservação e a recuperação dos recursos pesqueiros da região. A manutenção desses recursos está relacionada à proteção dos ambientes que dão suporte às diferentes fases da vida marinha.



Entre as ameaças que a reserva pretende enfrentar estão a pesca predatória e ilegal, o descarte de resíduos sólidos e o turismo desordenado. A chamada pesca fantasma, causada por equipamentos abandonados ou perdidos no mar, também está entre os problemas identificados.

Gestão participativa prevê conselho, pesquisa e turismo sustentável

A gestão da unidade contará com um Conselho Deliberativo, composto por representantes de órgãos públicos, organizações da sociedade civil, populações tradicionais beneficiárias e outros usuários cadastrados pelo órgão gestor. O colegiado participará de decisões sobre o planejamento e a administração da reserva.

Entre as ações previstas estão o monitoramento participativo dos recursos pesqueiros e dos ecossistemas, o incentivo à pesquisa científica e a educação ambiental. A reserva também prevê o fortalecimento das atividades de proteção e fiscalização.

O ecoturismo, a visitação pública e as atividades esportivas poderão ser desenvolvidos de forma ordenada, desde que compatíveis com os objetivos de conservação e uso sustentável. A proposta de criação foi precedida por estudos técnicos, escutas territoriais, reuniões, oitivas e consulta pública, cujas contribuições ajudaram a aperfeiçoar os objetivos da unidade e os mecanismos de participação.

A iniciativa se alinha à meta global 30×30, do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, que prevê conservar pelo menos 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030. O nome Urupirá, de origem indígena, é uma designação ancestral atribuída à atual Ilha das Palmas e remete à expressão cesto do peixe, ligada à identidade pesqueira local.



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