Metrô: RJ, BNDES e Coppe assinam acordo para estudar extensão das linhas 2 e 4 e criação da Linha 3

Acordo entre RJ, BNDES e Coppe/UFRJ

No dia 25 de setembro de 2026, o governo do estado do Rio de Janeiro, em colaboração com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), formalizou um entendimento para examinar a expansão do metrô na região fluminense. Essa iniciativa visa não apenas a ampliação das já existentes linhas 2 e 4 do metrô, mas também a criação de uma nova linha, a Linha 3, que estabelecerá uma conexão entre as cidades do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo.

O que inclui a extensão da Linha 2?

Os estudos propostos têm um foco específico na extensão da Linha 2, que se estenderá do Estácio até a Praça XV. Esta mudança representa um passo significativo para melhorar o acesso ao centro histórico da cidade, prevendo-se uma análise minuciosa da demanda de passageiros que justificará essa obra. É importante destacar que essa ideia de levar a Linha 2 até a Praça XV não é nova; ela existe há quase 50 anos e houve tentativas anteriores, como a que ocorreu na década de 1980, que acabou sendo interrompida.

Desafios da Linha 4 até o Recreio

A extensão da Linha 4, que atualmente vai até Barra da Tijuca, também faz parte dos estudos. A proposta é que essa linha seja ampliada até o Recreio dos Bandeirantes e pretende facilitar o trajeto dos usuários que buscam acesso a essa região da Zona Oeste do Rio. Essa ampliação é discutida há cerca de uma década e enfrenta desafios relacionados ao traçado e à viabilidade técnica necessária para que a obra possa ser realizada.

metrô no RJ

Nova Linha 3: uma ligação esperada

Outro componente crítico do acordo é a criação da Linha 3, planejada para conectar as cidades do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo. Uma das propostas para este novo trajeto é a construção de um túnel subaquático que iria ligar o Aeroporto Santos Dumont, localizado na região central do Rio, ao bairro Gragoatá em Niterói. Estudos prévios identificaram a necessidade de uma nova ligação entre essas cidades, que é considerada vital para o fluxo de pessoas e a melhoria no sistema de transporte na região metropolitana.

Importância dos estudos para o metrô

Os estudos serão custeados inicialmente pelo BNDES, que irá contratar consultorias para dar suporte técnico à análise das propostas. A expectativa é que, após a conclusão das investigações, que está prevista para o fim de 2027, um entendimento sobre como será a execução das obras seja alcançado. O ressarcimento do valor investido terá que ser negociado entre o Estado do Rio e o BNDES, dependendo do modelo de parceria adotado, seja público, privado ou uma combinação de ambos.



A evolução das técnicas de engenharia

Com a evolução das técnicas de engenharia, a secretária estadual de Transportes, Priscila Sakalem, enfatizou que é imprescindível se adaptar a novas realidades. As metodologias desenvolvidas nas últimas décadas precisam ser consideradas para garantir a eficácia e a segurança dos novos projetos. Essa análise é especialmente importante, visto que muitos estudos existentes foram elaborados há mais de 40 anos e não refletem a realidade atual da tecnologia de construção.

Financiamento pelo BNDES e suas implicações

Como mencionado, o BNDES tem um papel crucial no financiamento dos estudos. Guilherme Mercês, secretário da Fazenda do estado, ressaltou que, após a finalização das análises, o governo deverá negociar com a instituição financeira sobre como será feito o pagamento das obras. Essa sistemática implica em um modelo de execução que ainda será definido, podendo ser, por exemplo, uma obra pública tradicional ou uma parceria público-privada. Luciene Machado, superintendente do BNDES, explicou que o retorno financeiro deve ser discutido com o vencedor da licitação, caso a escolha recaia sobre o modelo de parceria.

Integração entre os novos trechos planejados

Outro aspecto importante dos estudos diz respeito à integração entre os novos trechos do metrô. A Coppe já vinha conduzindo suas próprias investigações sobre a expansão do metrô, e agora será feita uma integração dos dados e pesquisas existentes com os novos estudos, avaliando detalhadamente as movimentações de passageiros na Região Metropolitana. O professor Glaydston Mattos Ribeiro, da Coppe/UFRJ, enfatizou que é vital considerar a origem e o destino dos usuários para que os projetos atendam às necessidades reais da população.

Sem previsão para início das obras

Embora os estudos estejam em andamento, ainda não há uma previsão concreta para o início das obras. O atual governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, manifestou que é melhor não estipular datas no momento, preferindo aguardar o governador que será eleito nas próximas eleições, cuja posse está agendada para 6 de janeiro. Esta decisão visa garantir que as futuras diretrizes sejam discutidas de forma responsável e ética com o novo líder do estado.

Como a ampliação beneficiará a população

A expansão do metrô no Rio de Janeiro promete trazer benefícios significativos para a população. A melhoria da infraestrutura de transporte deve diminuir o tempo de deslocamento, aumentar a acessibilidade a diferentes regiões da cidade e promover um maior uso do transporte público, reduzindo assim o tráfego nas vias urbanas. Além disso, a ligação entre cidades como Niterói e São Gonçalo será essencial para facilitar o deslocamento de trabalhadores e estudantes, contribuindo para a qualidade de vida na região metropolitana.



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